Chef Nilton Gravina

  Chef Nilton Gravina


A gastronomia sempre esteve presente em sua vida. Aos 6 anos de idade o
compromisso nos finais de semana era ir ao sítio de seu avô (nome do avô)
Não faltavam energias após uma longa caminhada da cidade de Piraúba até
o sítio.

A primeira coisa que fazia era correr até o galinheiro para apanhar
ovos frescos. Também gostava de debulhar os milhos em moinhos manuais,

Uma tradição local.

A gastronomia sempre esteve presente em sua vida. Aos 6 anos de idade o
compromisso nos finais de semana era ir ao sítio de seu avô (nome do avô)
Não faltavam energias após uma longa caminhada da cidade de Piraúba até
o sítio.

A primeira coisa que fazia era correr até o galinheiro para apanhar
ovos frescos. Também gostava de debulhar os milhos em moinhos manuais,

Uma tradição local.

A terra era seu passatempo: caminhava com seu avô pelas plantações de
milho, feijão, tomate, abóbora, verduras e muitas outras.
Fugindo da calmaria do sítio. Seu lugar preferido e onde passava o
maior tempo, era na casa de sua avó paterna, carinhosamente chamada de
Dona Sinhana, ou para os parentes Madrinha. Sua casa era tomada por
plantas ornamentais e horta. Tinha também um chiqueiro, que era um
atrativo à parte onde ajudava na alimentação e asseio dos porcos.
Colhia peras, mangas e laranjas em seu quintal. Uma de suas lembranças marcantes era um pé
de pimenta do reino onde colhia as bolinhas pretas. Esmagava-as eno moedor, deixando um cheiro marcante de pimenta
moída no ar.


Sua avó tinha um passarinho chamado Louro, que de louro
não tinha nada, pois era um lindo, barulhento e bagunceiro pássaro
preto.

Sua avó paterna era cozinheira de mão cheia e gostava muito de ficar ali na
cozinha preparando coisas gostosas para receber as visitas ou para
simplesmente agradar os seus netos. Sempre que passava por lá um tacho
enorme estava em seu fogão com doces ou salgados e sua cozinha exalava
cheiros diversos, passando pelo cravo no doce de mamão, alternando com a canela no doce
de leite. Misturas e odores intensos .E quando chegava o momento tão esperado, a hora da rapa do tacho
com os mais variados doces: sidra, abóbora, goiaba e o inesquecível e
saboroso doce de leite que ia à mesa em cubinhos ou em pasta, servido
com queijo que também era preparado por ela.

Sua avó também produzia sabão de abacate! Sim, tinha um pé enorme de
abacate e ela aproveitava a safra e produzia este produto para seu
uso.

Um dos pratos da charcutarias que mais o encantava era o chouriço.
Prato típico de origem portuguesa e muito apreciado na região. Feito com as tripas do porco, sangue, com adição de várias temperos e especiarias. Um
tipo de linguiça muito saborosa.


Suas experiências com a gastronomia não pararam por aí. Na rua em que Nilton morava haviam muitas crianças de mesma idade, então o que não faltava era o famoso café da tarde! Sempre havia um vizinho que proporcionava esse “banquete” para os meninos. E essa hora era só felicidade!


Ainda consegue sentir o cheiro e o sabor das Piadas! Sim, piadas era o nome da iguaria feita de farinha de trigo e água por Maria Goretti Teixeira
Vital. A alegria de todos naquela rua era o dia em que ela chegava na
varanda de sua casa com uma vasilha cheia desta preciosidade!

A cidade de Piraúba sempre foi movida a festas. De batizados a
casamentos, de bate papo ao cafezinho na praça. Comer sempre uniu as
pessoas.


O momento crucial de contato com a gastronomia aconteceu quando Maria
das Graças Lopes Clume, conhecida como Dona Fia, montou uma espécie de
Delivery de Comidas da época. Isso mesmo. Não existia aplicativo, mas
aos sábados estava ele pelas ruas da cidade oferendo um cardápio para
as pessoas que desejavam um almoço espetacular em suas casas.
O cardápio oferecia desde um frango assado até comidas mais
elaboradas como lasanha, nhoque, estrogonofe, arroz com capa, tutu,
pernil, maionese e muitas outras.


Na parte da tarde ainda no sábado começavam os preparativos e até as
20h ficavam à mesa enorme cortando e preparando os alimentos
para que no domingo bem cedo, fossem preparados e entregues. E mãos à obra! Panelas, grandes fogões e fornos industriais eram
parte da rotina. A alegria de cozinhar contagiava. E ao meio dia, muitos
dos pratos encomendados no dia anterior já estavam entregues.

Viajar também estava em seu sangue. Preparava os lanches das excursões
para o Rio de Janeiro, Angra, Guarapari e cidades de praia, pois como
um bom mineiro adotou estas cidades como sua terra natal. Preparava o famoso
salgado de guaraná, receita da Dona Fia, que fazia a alegria e alimentava todos durante o trajeto.


Aos 21 anos trocou a cidade pequena pela maior capital da América
Latina. Morando em São Paulo, começou a cozinhar em sua casa. Era o responsável pela alimentação diária e por outras mais elaboradas
aos finais de semana e durante as festas. Em dias normais aquele bife acebolado, um frango com quiabo, agora em dias festivos a mesa farta era regada a pernis, nhoques, lasanhas e muitas outras delicias que faziam a
alegria dos convidados.

Formado e trabalhando na área financeira, percebeu que ainda faltava
uma peça em seu quebra cabeça. Foi quando Josué Ricardo Ladeira, o
instigou a Cursar Gastronomia. Movido por impulsos e com óleo de
cozinha nas veias, quero dizer, sangue e vontade de estar em movimento. Em 2016 iniciou o Curso de Gastronomia pela Faculdade Unicesumar,
formando em 2019.


Desde então, não parou mais. Fez várias oficinas e cursos de
especialização. Hoje a gastronomia faz parte de sua vida. A comida tem o dom de unir as pessoas, pois o maior evento é celebrar a vida comendo algo junto
às pessoas queridas.


PANIFICAÇÃO CLÁSSICA E BRASILEIRA
 
* Presente: Natal 2020 - Andressa



GARDE MANGER



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